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A guerra no STF não pode servir para enterrar o caso Moraes.

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Por Felipe Vieira A crise do Supremo Tribunal Federal está ficando cada vez maior. E  talvez seja exatamente esse o problema. Quanto mais personagens entram em cena, quanto mais acusações aparecem e  quanto mais frentes de investigação são abertas, mais distante fica a  pergunta que deu origem a tudo: o que Alexandre de Moraes tem a explicar sobre Daniel Vorcaro?  Essa pergunta não pode desaparecer. As revelações envolvendo o banqueiro do Banco Master colocaram sobre a  mesa mensagens, registros digitais e uma relação comercial milionária  entre o banco e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do  ministro. Eram fatos que exigiam esclarecimentos. A partir daí, porém, aconteceu algo impressionante. Em vez de a crise caminhar na direção de respostas sobre Moraes, ela  explodiu para todos os lados. André Mendonça passou de condutor de investigações a investigado em  potencial. Surgiram acusações de interferência na Polícia Federal,...

Advogados do caso Tagliaferro acionam a Interpol

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Os advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira pediram à Comissão de Controle dos Arquivos da Interpol o bloqueio provisório de dados e alertas que possam ser utilizados para localizar, prender ou apoiar a extradição do perito Eduardo Tagliaferro. Os requerimentos também solicitam acesso aos registros relacionados ao perito, além da preservação de documentos e da correção ou exclusão de informações caso sejam identificadas irregularidades. Segundo os pedidos, a iniciativa se baseia em divergências entre documentos apresentados às autoridades italianas para fundamentar a prisão e a extradição de Tagliaferro e os registros oficiais da Petição 12.936, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Pedido busca suspender uso das informações. Atualmente, Tagliaferro vive na Itália e é réu no STF por suposta violação de sigilo funcional. Os advogados afirmam que o bloqueio provisório pretende suspender a visibilidade, a circulação e o uso das informações enquanto os documentos utilizados na...

A encruzilhada brasileira

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Por Fernando Schüler  "Inércia do Congresso e a passividade da PGR são apenas sinais de que  nosso sistema de freios e contrapesos foi danificado. Restam-nos, no  fundo, as eleições". A estratégia do ministro Alexandre de Moraes é a mesma de sempre:  em vez de explicar alguma coisa, ataca o denunciante. Quando saíram os  primeiros diálogos com Vorcaro na mídia, em março, ele ensaiou uma  nota sugerindo que aquelas mensagens do dono do Master eram para outras  pessoas. Nesta semana, reveladas 52 mensagens entre Vorcaro e uma conta  com o seu nome, o ministro não divulgou nota nenhuma. Fez algo mais  "ousado", como escutei de um animado comentarista: acionou o  inquérito sobre fake news contra o relator do processo, André  Mendonça, com base em um relatório anônimo da "inteligência" da  Polícia Federal. Inútil perguntar como o relatório foi parar nas mãos do ministro. Ou,  ainda, quem pediu para que a atuação do ministro fos...

O que nos faz a cabeça.

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Por Renato Sant'Ana O caso é interessante. Dá o que pensar. E convém pensar. Mas, antes de  fazer a anatomia dos fatos, é preciso ponderar alguns aspectos. A política, no sentido estrito da "busca do poder", só funciona com, ao  menos, alguma dose de falácia. Gostaríamos que fosse diferente. Mas quem  for honesto e falar tudo o que pensa não se elegerá. Frise-se bem, nem  todos os que estão na política são canalhas. Mas não são raros os que só  fazem política à base de dissimulação, ou seja, só com falácia. Segundo Caldas Aulete, "falácia" vem do latim "fallacia", com o sentido  de "trapaça" e tem estas acepções: (1) raciocínio ou afirmação falsa ou  errônea com aparência de verdadeira; (2) qualidade de falaz, falsidade;  e (3) raciocínio logicamente plausível, mas enganoso. Juliana Brizola, candidata ao governo do Rio Grande do Sul, tem dito em  sua campanha que fez aliança com vários partidos, prova, segundo ela, de  que está habilitad...

Protestos contra Lula e Moraes tomam área central de Brasília no feriado da Independência.

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Uma multidão de manifestantes ocupou áreas do centro de Brasília nesta segunda-feira (7), feriado da Independência do Brasil, em um protesto com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Vestidos, em grande parte, com as cores verde e amarelo, os participantes carregaram bandeiras do Brasil e cartazes com mensagens como  “Fora Lula” e “Fora Moraes”.  Durante a manifestação, o grupo também cantou o Hino Nacional e percorreu vias da capital federal. O ato ocorreu em frente ao Banco Central e foi convocado pelo desembargador aposentado e candidato ao Senado pelo Novo, Sebastião Coelho, um dos articuladores da mobilização. Segundo informações divulgadas durante o evento, a manifestação tinha como uma de suas principais bandeiras a defesa do afastamento de Moraes. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) e o senador Izalci Lucas (PL-DF), também participaram do protesto. Veja os registros abaixo: Diário do Po...

Lula participa de desfile esvaziado em Brasília e aposta em slogans para alavancar popularidade

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Lula e Janja na abertura do desfile de 7 de Setembro em Brasília. (Foto: Reprodução/TV Brasil) Enquanto aconteciam os preparativos para os atos em várias cidades brasileiras em apoio à anistia dos presos do 8 de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu o desfile cívico-militar do 7 de Setembro em Brasília, neste domingo (7), ao lado da primeira-dama, Janja da Silva, no Rolls-Royce presidencial conversível.  Com forte esquema de segurança, o evento teve público esvaziado  e tentou reforçar a nova estratégia do governo de usar o apelo à soberania nacional e ao patriotismo, que devem ser explorados na campanha para a reeleição de Lula em 2026. A aposta do Planalto é no uso de peças publicitárias e slogans – como “Governo do Brasil do lado do povo brasileiro” – para capitalizar eleitoralmente o Dia da Independência. Em sintonia com o novo slogan, militantes posicionados estrategicamente próximos ao palanque oficial e aos microfones da transmissão da televisão est...

Por que votarei, sempre, contra o candidato petista.

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Ao contrário do que o título deste artigo pode sugerir, não faço  restrição a tudo que não seja de direita. Numa democracia, havendo  esquerda, é natural que exista direita e vice-versa. Minha severa  restrição se volta à esquerda representada pelo grupo político  governante no Brasil, polarizado pelo PT e aos seus reflexos na conduta  tantas vezes casuísta e imoderada da cúpula do Poder Judiciário. Tenho escrito e reiterado em programas de rádio e TV que essa esquerda,  ruinosamente, ataca preciosos bens não materiais, espirituais e os  conceitos mais relevantes que integram patrimônio intangível de ampla  maioria da sociedade brasileira. Mesmo assim, parcela minoritária, mas  expressiva, ainda não percebe ou considera irrelevante a destruição  provocada por tais ideias e práticas no convívio social, político e  econômico. Em tal contexto, o "politicamente correto" é, simplesmente, um artifício  que usa os meios culturais para...