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O silêncio de Lula sobre Daniel Ortega

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"Uma simples nota do Itamaraty e nenhuma condenação: como o governo  brasileiro reagiu ao fim das eleições na Nicarágua" No início desta semana, 20 anos depois de chegar ao poder pelo voto,  Daniel Ortega cansou das aparências e anunciou que não vai haver mais  eleição na Nicarágua, e ponto final. Rasgou a fantasia. Assumiu-se como  um ditador - ou coditador, porque no ano passado ele nomeou como  copresidente a própria mulher, Rosario Murillo, que para alguns manda  tanto ou mais do que ele. Não há mais prurido algum. O ex-guerrilheiro que liderou a Frente  Sandinista de Libertação Nacional e em 1979 depôs Anastasio Somoza, cuja  família governava o país desde 1936, colocou no lugar outra ditadura  familiar igualmente corrupta. Os filhos de Ortega e Rosario estão muito  bem-postos na vida, controlando um império empresarial com tentáculos em  mineração, petróleo, energia, comércio exterior, mídia e outras áreas. São mais de 20 empr...

Ambiguidade médica

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Por Renato Sant'Ana Pode ser punido um médico que, em redes sociais, fez legítima crítica ao  secretário de saúde do município que lhe parece negligente? O mal é mais insidioso e mais destrutivo quando, ocultando intenções,  engana os nossos sentidos. E uma forma recorrente é evocar causas justas  para produzir fins injustos - espécie de armadilha cognitiva. O SIMERS, Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, tem uma propaganda na  rádio que diz assim: "O SIMERS é contra a violência digital! Denuncie  sempre nos nossos canais!". Passados alguns dias com a propaganda no ar,  um novo texto apareceu acrescentando: "violência digital é crime! Denuncie!". Parece benigno. Mas não é. Ora, ninguém aqui é a favor de qualquer tipo  de violência. A questão é o que se esconde nas entrelinhas, driblando a  reflexão crítica de quem recebe a mensagem e infundindo crenças. Para interpretar as entrelinhas do que está sendo propagado, vejam-se  três pontos que qu...

Neymar desmente site da Globo: “Matéria mentirosa”; assista

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Atleta recebeu críticas sobre postura no vestiário do Santos. O atacante Neymar Jr. rebateu uma publicação do portal GE (Globo Esporte) afirmando que ele teria feito uma cobrança “acima do tom” aos atletas mais jovens no vestiário do Santos, durante o intervalo da partida contra a Chapecoense, neste sábado (25). Segundo o camisa 10, a publicação é “mentirosa”, pois, apesar de ter havido uma cobrança geral no vestiário, não houve nada acima do limite ou direcionado a jogadores específicos. — Estão saindo algumas coisas que eu teria cobrado os jovens no vestiário. Totalmente mentira! Quem passou isso, por favor, não faça isso. Não minta. Pode perguntar para quem quiser que estava no vestiário. Foi uma cobrança para o time — afirmou. O jogador prosseguiu citando outros atletas mais experientes que teriam falado durante o debate no intervalo da partida. Até aquele momento, o Alvinegro vencia a partida por 1 a 0. — Conversamos, eu, Lucas, Arão, Gabi, Brazão, todos falamos ali, e a gente se ...

Deem uma chance a nossas crianças

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"Nossa educação há muito foi capturada por um ecossistema sindical,  político e acadêmico cuja obsessão é manter intocado o monopólio estatal  sobre a educação pública". Semanas atrás, escrevi aqui sobre o sucesso da parceria da Prefeitura de  São Paulo com o Liceu Sagrado Coração de Jesus, no centro de São Paulo. ( RVCHUDO )  A escola é confessional, católica, os alunos são bem atendidos, há  disciplina, os professores não faltam e os resultados são bons. A escola  é 100% privada, sem fins lucrativos, e sua função 100% pública. Um  clássico ganha-ganha. A prefeitura lançou agora um chamamento público para ampliar o modelo  para mais três escolas. Uma em Parelheiros, outra no Jardim Bandeirantes  e ainda outra no Jaraguá. É exatamente assim que se faz política  pública. O modelo é testado, em menor escala. E vai avançando, se os  resultados forem positivos. De minha parte, vejo algo incrível aí: a chance única de permitir que  ...

Lula apostou contra o Brasil

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Ei, você! Sim, você mesmo. Você percebeu o que aconteceu no aumento,  pelos Estados Unidos, das tarifas aplicadas sobre a importação de  produtos brasileiros? Você percebeu o quanto foi falsificada a  indignação da torcida lulopetista organizada nas redes sociais e na  mídia mercenária, cuidando sempre de responsabilizar a oposição pela  conduta irresponsável do embusteiro de Garanhuns? Observou que, no  fundo, regozijavam-se, considerando o dano ao Brasil como um  empurrãozinho na campanha de Lula? As dificuldades que estão recaindo sobre nossa economia não podem ser  avaliadas em modo desconexo com o que aconteceu na eleição de 2022.  Naquele período, a oposição brasileira foi engasgada, esganada e  enganada por indescritíveis restrições que a impediram de dizer o óbvio  em qualquer pleito, para qualquer candidato: criticar seu adversário,  apontando-lhe as más companhias e os males da vida pregressa. Tão logo  eleito o ...

Preço dos alimentos vira embate eleitoral entre Lula e oposição

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Ana Maria Braga (Velha decadente conservada em formol) usando brinco e colar de arroz como protesto pela alta do alimento no governo Bolsonaro.  S enador Flávio Bolsonaro ressaltou nos últimos dias os preços altos dos alimentos. A alta no preço dos alimentos surgiu nas últimas semanas como o primeiro dos embates da eleição presidencial deste ano. De um lado, o senador Flávio Bolsonaro (PL) publicou vídeos nas redes sociais mostrando o valor de produtos em supermercados e açougues para criticar o aumento do custo de vida. Do outro, o governo Lula (PT) reagiu às comparações e acusa a oposição de utilizar dados fora de contexto. Ana Maria Braga usa colar de cebola com  pulseira e brinco de feijão em protesto pela alta dos produtos no governo Bolsonaro.  Nos últimos dias, Flávio divulgou gravações em que percorre supermercados em Brasília e coloca no carrinho produtos como leite, ovos, café, detergente, cerveja e carnes. Em outra publicação, o senador apareceu em um açougue a...

Flávio e Michelle, bandeira branca afinal

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  Por professor Bellei Nada mais pertinente, neste instante de trégua precária, do que resgatar a marcha-rancho Bandeira Branca, de 1970, obra da dupla Max Nunes e Laércio Alves:  “Bandeira branca, amor, não posso mais. / Pela saudade que me invade eu peço paz.”  Flávio e Michelle, ambos, hastearam a dita bandeira, mas não foi por saudade. Aliás, nada mais distante do que isso. Flávio, no entanto, ergueu a bandeira porque é, no fundo, magnânimo; Michelle… bem, cumpre indagar: por que somente agora, depois de montar o espetáculo da discórdia, de lançar mulheres contra Flávio, de produzir o vídeo lágrima-de-crocodilo, digno de um Oscar, na categoria vitimismo; de dar like em quem hostilizava o enteado? Por que só agora? Porque as amigas Celina e Damares já não contam, quiçá, com a fidelidade dos votos bolsonaristas? Porque Donald Trump, no comando de uma virada que se anuncia no cone sul, já declarou apoio explícito a Flávio? Para não perder, de vez, o último vagão da histó...