A copa e a cara do Brasil
O saudoso jornalista e escritor Walter Galvani dizia que as seleções de futebol espelham características do povo que representam. A seleção da Itália (que anda sumida), por exemplo, teria o temperamento sanguíneo e a alegria barulhenta dos italianos. A uruguaia, com a alma charrua do seu povo, mostraria uma garra feroz e o espírito de jamais desistir da luta. A da Espanha mostraria a coragem atrevida e a persistência de um povo que, além de jogar bola, não teme os touros. Para Galvani, a seleção brasileira tinha, então, a ginga, a alegria, o improviso mais criativo e uma certa malemolência, ou seja, o jeito bem brasileiro de tocar a vida. Escrevo de memória. Não sei se Walter Galvani chegou a publicar essas apreciações que ele expressou numa conversa entre amigos na década de 1990 e que me pareceram instigantes. E imagino o que ele diria hoje ao observar o desempenho de nossa seleção. Onde foi parar a ginga, a alegria, o...