PT e PCC juntos mais uma vez nas manchetes policiais.
Mais uma operação policial, mais um político do PT sob os refletores da investigação e mais um esquema de lavagem de dinheiro que usa o transporte público como lavanderia do crime organizado. A Operação Última Parada, deflagrada em São Paulo, não pode ser lida como um ponto fora da curva. Ela é o sintoma de um padrão incômodo que se arrasta há décadas e que parte da esquerda brasileira prefere tratar com uma deliberada miopia. A prisão do vereador Senival Moura (PT), acusado de integrar o esquema da facção dentro da empresa de ônibus TransUnião, mostra a movimentação de cifras astronômicas: quase 200 milhões de reais bloqueados em bens, veículos e imóveis. O transporte coletivo, que deveria encurtar as distâncias para o trabalhador na periferia, surge mais uma vez como a artéria por onde circula o dinheiro sujo da maior organização criminosa do país. E dessa vez, segundo a imprensa, envolve até a má fia italiana....