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A república de dois pesos e duas medidas

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  Não é nenhuma surpresa que o pleno do Supremo Tribunal Federal tenha na  prática encerrado a CPI do INSS. Era uma decisão esperada. A CPI nunca  interessou ao governo, na verdade. Ela é constrangedora, porque envolve  o filho do presidente, o Lulinha. Já houve interferência do Supremo  para evitar a quebra do sigilo do filho do presidente. Boa parte do  escândalo aconteceu no atual governo. Isso não significa uma  responsabilização direta do presidente, mas o escândalo envolve o atual  governo em escala e em volume. Enfim, todos os fatos que já vieram à luz  do público. A CPI não concluiu seu trabalho. Era lógico que ela fosse prorrogada. Havia a definição, a determinação clara da minoria, a partir da lógica do direito da minoria ou da CPI como um direito da minoria. Isso foi consagrado claramente por jurisprudência do próprio Supremo Tribunal Federal. Vamos lembrar que, em 2022, o ministro Barroso determinou a abertura da CPI da Pandemia, ...

O perigo da lei da misoginia

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  O Plenário do Senado aprovou projeto de lei que criminaliza a misoginia, que foi definida na proposta como “conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino” equiparando-a ao racismo. Veja bem, claro que homens não são superiores as mulheres. Isso é ponto pacífico e inquestionável. A questão é: a lei, se aprovada, promoverá “divisão e ódio entre homens e mulheres” a ponto de uma fala considerada preconceituosa por uma mulher proporcionar perseguição ou mesmo cadeia a um homem que ousou contrariar o pensamento feminino. Se não bastasse isso, pastores e igrejas, cuja teologia é complementarista poderão ser acusados de misoginia por discordarem, por exemplo, da ordenação pastoral feminina, ou mesmo defenderem o que a Bíblia diz sobre submissão. Assim, se essa lei for aprovada, pastores, padres e igrejas de matizes diferentes, cuja percepção teológica sejam contrários ao presbiterado de mulheres poderão ser tratados como misóginos...

Corrida por bauxita amplia presença chinesa no Brasil com aporte bilionário

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A  compra do controle da CBA (Companhia Brasileira de Alumínio)  por uma estatal chinesa e pela mineradora Rio Tinto reforça o avanço da corrida internacional pela bauxita, minério essencial para a produção de alumínio e considerado estratégico na transição energética. O negócio envolve a  aquisição da totalidade da participação da Votorantim , que detém  68,6% do capital total da companhia , e marca a transferência do controle da produtora brasileira de alumínio para os dois grupos internacionais. Segundo fato relevante divulgado na última quinta-feira (29), o preço base acordado foi de R$ 10,50 por ação, o que corresponde a um valor total de aproximadamente R$ 4,69 bilhões, sujeito a ajustes pela variação do CDI até a data de fechamento da operação. A compra coloca o  Brasil no centro de uma disputa global por cadeias industriais  ligadas a metais críticos, em um momento de crescente competição entre China e países ocidentais por segurança de suprimento. ...

Três sinais do atual momento político brasileiro

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  Quero trazer, aos amigos leitores, algumas considerações sobre o atual momento político brasileiro. A primeira  delas diz respeito ao Partido dos Trabalhadores, que sempre afirma não ter relação alguma com os escândalos divulgados diariamente na imprensa, mas que se opõe ou procura obstruir a instalação das Comissões Parlamentares de Inquérito conduzidas pelo Poder Legislativo, não querendo, por exemplo, a CPMI do INSS nem a do Master, seja votando contra, seja criticando incisivamente. Ora, se o PT e seus correligionários — deputados, senadores e o próprio governo — não estão envolvidos nos escândalos, não precisam ter receio da instalação de nenhuma CPMI, nem de seus desdobramentos, investigações e convocações. É extremamente curioso que eles afirmem não estar vinculados aos vergonhosos fatos que vêm sendo divulgados, mas não queiram que as investigações sejam aprofundadas. Um bom governo é aquele que procura saber tudo o que existe de irregular para corrigir. Este é, pois...

Jornal revela “fraude sistêmica” e abusos em fábrica da BYD na Bahia

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  A construção da maior fábrica de carros elétricos da América Latina, em Camaçari (BA), operou sob uma “fraude consciente e sistêmica”, segundo novos detalhes de uma investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT) revelados pelo  The Washington Post . O relatório aprofunda as  denúncias de dezembro , quando o governo brasileiro suspendeu vistos de trabalhadores chineses após identificar 163 operários em condições análogas à escravidão no canteiro de obras da BYD. O contraste tecnológico e o “manual” da exploração O projeto, que representa uma das maiores apostas da China para controlar o futuro da indústria automobilística, escondia práticas degradantes nos bastidores. Enquanto a BYD celebrava a transição da antiga planta da Ford para a tecnologia elétrica, operários chineses enfrentavam uma realidade de domingo a domingo, sem folgas e sob vigilância. De acordo com as 5 mil páginas de registros judiciais analisadas pelo jornal americano, a “fraude” começava ainda na...

Público chama Lula de “ladrão” em corrida de MotoGP em Goiás

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Um vídeo de um protesto realizado contra o presidente  Luiz Inácio Lula da Silva  (PT) pelo público presente ao Autódromo Ayrton Senna, em  Goiânia  (GO), viralizou nas redes sociais neste domingo (22). O registro foi feito minutos antes de uma corrida de MotoGP, competição de motociclismo que voltou ao Brasil após 22 anos. Na gravação, as pessoas entoaram o famoso grito “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”. A manifestação aconteceu logo após o cantor Gusttavo Lima, que é declaradamente de direita, cantar o Hino Nacional Brasileiro. Após Gustavo Lima cantar o Hino Nacional, público reage: Lula ladrão, seu lugar é na prisão! Além do protesto contra Lula, outros registros também mostraram pessoas com faixas pedindo a saída dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF). Pleno News

A Tragédia de uma Elite

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  Ao tentar aniquilar Jair Bolsonaro, o regime brasileiro acendeu um alarme no coração do trumpismo: o de que nenhuma liderança conservadora estaria segura caso o precedente brasileiro triunfasse. A resposta americana, portanto, não é diplomática — é doutrinária. Não protege apenas um aliado: protege um paradigma. Agora, Brasília encontra-se diante de um dilema insolúvel. A perseguição a Bolsonaro, tratada internamente como jogo de poder, transformou-se em pauta de segurança internacional. Trump, diferentemente dos burocratas do Departamento de Estado, não age com distanciamento tecnocrático: ele age com a força de um imperador pós-moderno, decidido a vingar um aliado que vê como reflexo. Recuar é admitir fraude narrativa. Avançar é desafiar sanções que podem implodir a economia nacional. A elite brasileira, em seu delírio tecnocrático, criou uma armadilha perfeita: qualquer saída agora significa perder tudo. Este não é apenas um embate entre um regime e um ex-presidente. É um capí...