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Aconteceu em Santa Rosa

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Saiba quem era o réu do 8 de Janeiro que morreu de infarto. "A morte de Ronaldo Richard dá rosto ao custo humano de processos que  parecem não terminar depois do 8 de janeiro".     "Sem pressa, foi cada um pro seu lado  pensando numa mulher, ou num time." Na terra em que nasceu e viveu, ninguém noticiou sua partida, na última  segunda-feira (10). Nem a longa melancolia que foi devorando, aos  poucos, a sua vontade de viver. E assim, sob um silêncio de amém, como  cantou João Bosco em De Frente pro Crime, seu Ronaldo Edison Richard  morreu do coração, como se costuma dizer na sua Santa Rosa. E de  desgosto, por certo, ante a indiferença dos circunstantes. Perseguido  por crimes que não cometeu, viu-se, aos 63 anos, indefeso diante da  brutalidade de um aparato judicial tirânico. Em janeiro de 2024, a Polícia Federal esteve na casa de seu Ronaldo, em  Santa Rosa. Recolheu e vasculhou seu telefone. Ele não tinha estado em  Br...

Pode investigar. É seu direito. Está na Constituição.

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"Surgiu no transe brasileiro dos últimos anos a ideia de que as regras do  direito podiam ser ajustadas seletivamente em nome da própria  democracia". "O sigilo de fonte é uma garantia constitucional consagrada", diz o  ministro. De fato, é o que está lá, na Constituição. O problema é que o  ministro põe uma vírgula e continua: mas não pode ser usado como  "escudo" para o cometimento de crimes. Vai aqui um bom resumo sobre  a lógica de poder que pautou o país nos últimos anos. A lógica do  "escudo". Foi assim com a imunidade parlamentar. O deputado Marcel Van Hattem foi  à tribuna da Câmara e fez uma denúncia sobre abuso de poder. Foi  indiciado. Vale também para a liberdade de expressão. Já na censura da  revista Crusoé, em 2019, estava lá a teoria do "escudo". Depois de alguns parágrafos com elogios à liberdade de expressão, surge  a famosa "vírgula", seguida do tom ameaçador. Tudo com direito a uma  frase esquisitíssima, ga...

Dino, Moraes e os blogueiros do PCC

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"Nem um 'blogueiro do PCC' concursado iria tão longe quanto os ministros  do STF e seus apoiadores para defender a violação do sigilo da fonte". Após protagonizar a quebra do sigilo de uma fonte jornalística, Flávio  Dino (à esquerda na foto) e Alexandre de Moraes (à direita na foto)  ressuscitaram o debate sobre a necessidade do diploma de jornalismo para  exercer a profissão, dispensanda pelo Supremo Tribunal Federal ( STF)  em 2009. Os dois julgavam um caso de pedido de direito de resposta na Primeira  Turma do STF, e Dino aproveitou para mencionar um artigo intitulado  Sigilo da fonte e o teorema da absolvição perpétua, de Georges Abboud,  que inverte a lógica do debate sobre o sigilo. Bastaria a qualquer um autoproclamar-se jornalista para estar imune a  buscas e apreensões, ou quaisquer medidas judiciais invasivas, diz o  autor, que provoca, em alusão ao caso do Banco Master: Se Vorcaro fosse  um banqueiro-jornalista?  A ...

Justiça Eleitoral determina que políticos do PT expliquem vídeo em que Lula aparece com dez dedos

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A Justiça Eleitoral do Ceará determinou que o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), e o senador Camilo Santana (PT) prestem esclarecimentos sobre o eventual uso de inteligência artificial em um vídeo publicado por ambos, no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com dez dedos.  Essa notificação também alcança o ex-secretário da Casa Civil Chagas Vieira (PDT), primeiro suplente na chapa de Luizianne Lins (Rede) ao Senado, que igualmente compartilhou o conteúdo. De acordo com informações veiculadas pela revista Veja, a publicação foi realizada em julho como material de apoio à reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT). A peça publicitária exibe Elmano em diversas cenas com transições visuais, incluindo um instante em que o governador se "transforma" na figura de Lula. É nessa transição que o presidente surge com a mão completa, "recuperando" o dedo mínimo perdido em um acidente de trabalho ocorrido na década de 1960. A ação que pedia ...

A ditadura do STF é culpa da imprensa

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Por André Marsiglia  Durante anos, a imprensa esquerdista aceitou que garantias fossem relativizadas. Não há novidade alguma no que Alexandre de Moraes fez na semana passada contra a fonte do jornalista Luís Pablo. Não foi a primeira vez que avançou sobre fontes jornalísticas, já havia acontecido no caso Tagliaferro; tampouco que afagou, com suas decisões, grupos políticos próximos a Flávio Dino. Quem acompanha o STF desde a abertura do inquérito das fake news, em 2019, já viu censura, bloqueio de contas, buscas e apreensões, prisões por manifestações políticas e garantias constitucionais relativizadas em nome da “democracia”. Por que, então, tanta gente se espantou? Porque, diferentemente da ditadura do regime militar dos anos 1970, a ditadura de hoje, promovida pelo STF, disfarça-se e se esconde nas manchetes afáveis da grande imprensa. Nenhum jornalista, nos anos 1970, ousaria dizer que a tortura era justificável. Mas a que houve contra Filipe Martins é ignorada. Nenhum jornalis...

Lula recebe advogado de Lulinha em meio a apurações da PF

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         Lula e Marco Aurélio de Carvalho  Encontro aconteceu no Palácio da Alvorada. Na noite desta quarta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou no Palácio da Alvorada com Marco Aurélio de Carvalho, advogado de seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O encontro ocorreu em meio às investigações da Polícia Federal sobre supostos crimes de tráfico de influência e corrupção envolvendo o empresário. Carvalho, que é um dos fundadores do grupo Prerrogativas, chegou ao Alvorada por volta das 19h15 e permaneceu reunido com o presidente até a última atualização da reportagem. A reunião foi marcada em um momento delicado, já que a PF conduz três inquéritos diferentes sobre o caso de Lulinha. Uma das linhas de investigação apura se o filho de Lula teria atuado para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, em negociações com o Ministério da Saúde. O “Careca do INSS” é apontado como um dos princ...

Relatório da PF não confirma crime apontado por Moraes contra blogueiro.

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Um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) utilizado para fundamentar uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não identificou indícios de que o blogueiro Luís Pablo tenha cometido crime de violação de sigilo funcional. O documento também afirma não ser possível “apontar com máxima certeza” que o jornalista tenha recebido dinheiro para produzir reportagens sobre o ministro Flávio Dino. Apesar das conclusões, Moraes afirmou em sua decisão haver indícios relevantes de que Luís Pablo poderia ter cometido o crime de perseguição contra o colega de Corte. A manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se posicionou favoravelmente às diligências, foi citada pelo ministro. Luís Pablo mantém um blog voltado à política do Maranhão. Desde novembro de 2025, o jornalista publicou reportagens sobre o uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por Flávio Dino e familiares. O ministro nega que tenha ocorrido utilização ir...