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Um cadáver insepulto

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"O silêncio diante das suspeitas virou parte do escândalo que corrói a  credibilidade das instituições" Na última quinta-feira, 9 de julho, completaram-se sete meses, sete  longos meses em que o Brasil fala de tudo - carnaval, trivialidades  diversas, futebol, eleição - mas desvia o olhar, e as narinas, de um  cadáver moral que se decompõe à vista de todos na Praça dos Três Poderes  e empesta o ar da República. A primeira informação que veio a público, em 9 de dezembro do ano  passado, já era grave o bastante para levar ao imediato afastamento de  Alexandre de Moraes como ministro do Supremo Tribunal Federal e à sua  inscrição no rol de investigados pelo maior golpe já praticado contra o  sistema financeiro do país. Pelos códigos morais que devem reger a mais  alta corte de justiça em qualquer nação séria, Moraes não deveria voltar  a vestir a toga que já pertenceu a ministros probos, como seu  antecessor, Teory Zavascky, até q...

Janja diz que críticas por gastos com viagens são fruto de misoginia e defende atuação no governo

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Primeira-dama afirmou que despesas de comitivas são atribuídas indevidamente a ela, disse que segue protocolos da Polícia Federal e defendeu projeto que criminaliza a misoginia. A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, afirmou nesta segunda-feira (13) que as críticas relacionadas aos gastos com viagens internacionais são resultado de misoginia. A declaração foi dada durante entrevista ao podcast Frente a Frente, produzido pela Folha de S.Paulo e pelo UOL. Segundo Janja, parte das despesas atribuídas a ela corresponde, na verdade, aos custos das comitivas oficiais. Ela também explicou que utiliza voos em classe executiva por determinação dos protocolos de segurança da Polícia Federal. "Nunca falamos sobre eu gastar demais. Às vezes colocam todos os gastos da comitiva de uma viagem na minha conta. Não posso andar de econômica, tem que ser executiva, é questão de segurança. Por mim eu não andava com segurança, mas a Polícia Federal tem que estar comigo. Tem alguns regramentos que...

Carta de Lula na prisão foi lida na campanha de Haddad em 2018.

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Dezenas de bilhetes foram escritos pelo petista durante prisão em Curitiba. Após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai, Jair Bolsonaro (PL), começaram a circular nas redes sociais registros de cartas escritas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o período em que esteve preso, em 2018. A comparação foi destacada pela campanha de Flávio. Segundo informações divulgadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em junho de 2019, quando a prisão de Lula completou um ano, o então ex-presidente escreveu dezenas de bilhetes direcionados a aliados, dirigentes do partido, eleitores e pessoas próximas. Entre os destinatários estavam a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, a ex-presidente Dilma Rousseff, o escritor Fernando Morais, o então prefeito de Araraquara, Edinho Silva, e apoiadores que mantinham vigília em frente à sede da Polícia Federal, em Curitiba. Uma das cartas te...

Aliados de Bolsonaro reagem à decisão de Moraes e resgatam episódio envolvendo carta de Lula em 2018

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Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai. A medida foi tomada após o parlamentar divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente durante o período de prisão domiciliar. Na decisão, Moraes afirmou que Flávio utilizou a visita para obter um documento destinado à divulgação pública, o que, segundo o ministro, configurou descumprimento da medida cautelar que proíbe Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente. A reação de integrantes da oposição incluiu comparações com a situação vivida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2018, quando estava preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Na ocasião, uma carta escrita por Lula foi lida publicamente durante um ato político para anunciar apoio à candidatura presidencial de Fernando Haddad (PT). O senador Rogéri...

Decisão de Moraes sobre visitas de Flávio a Bolsonaro gera críticas até entre ministros do STF

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A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender por 90 dias as visitas do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) provocou repercussão dentro da própria Corte. Segundo informações da CNN Brasil, integrantes do STF ouvidos sob reserva avaliaram que a medida pode produzir efeitos políticos indesejados e também levantaram questionamentos sobre sua fundamentação jurídica. De acordo com a reportagem, dois ministros do Supremo consideram que a decisão tende a fortalecer o discurso da família Bolsonaro de que estaria sendo alvo de perseguição por parte do STF e, especialmente, de Alexandre de Moraes. Além da avaliação sobre os impactos políticos, i ntegrantes da Corte também teriam manifestado dúvidas quanto ao alcance jurídico da decisão.  A suspensão das visitas foi determinada após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta escrita pelo ex-presidente, na qual Jair Bolsonaro reafirma apoio à ...

O jogo para 2026

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"Temer não poderia estar mais correto ao dizer que cumprir a Constituição  é a chave para pacificar o País". "Cumprir rigorosamente a Constituição", diz o ex-presidente Temer,  é a chave para pacificar o País e seguir em frente. Temer não poderia  estar mais correto. Se a Constituição diz que um cidadão comum não tem o  chamado "foro privilegiado", um pastor, por exemplo, não deveria ser  julgado originariamente pelo Supremo. Mesmo que cometesse o gravíssimo  crime de chamar algumas autoridades de "covardes". Se a Constituição diz que um parlamentar tem imunidade por  "quaisquer" palavras e opiniões, nenhum deputado deveria ser  processado por fazer uma denúncia de abuso de autoridade na tribuna da  Câmara. E, se a Constituição diz que há "liberdade de pensamento",  nenhum youtuber deveria ser incriminado por achar isso ou aquilo sobre  os próprios limites da liberdade de expressão. De modo que o ex-presidente tem razão na óti...

O cerco se fechando

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 O cerco se fecha em torno de lideranças do PT na Bahia. Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tentou fechar um acordo de d elação premiada citando diretamente o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa.  Embora a proposta tenha sido rejeitada pela PF e pela PGR, o conteúdo expõe detalhes explosivos que justificaram a operação de busca e apreensão autorizada pelo STF nesta quinta-feira (9). A peça central da denúncia é o cartão Credcesta: Vorcaro alega que pagou propina a Rui Costa para manter o controle do benefício destinado a servidores baianos. Segundo o banqueiro, o esquema era articulado por seu sócio, Augusto Lima, sob uma estrutura que envolvia a alta cúpula petista no estado. Fonte:  Instagram