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RJ: Governador interino exonera 544 servidores em 20 dias

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Última lista consta 93 nomes; Cortes devem gerar economia de R$ 10 milhões aos cofres públicos. O desembargador Ricardo Couto, governador em exercício do Rio de Janeiro, exonerou mais 93 servidores vinculados à Secretaria de Governo e à Casa Civil. Em apenas 20 dias de gestão, foram 544 exonerações. As decisões foram publicadas nas edições de quinta-feira (16) e sexta-feira (17) do Diário Oficial do Estado. Essas pastas, fundamentais na estrutura do Palácio Guanabara, concentram o início de uma severa reforma administrativa. A medida visa reordenar o quadro de funcionários públicos e aumentar o controle sobre as nomeações políticas diretas. O plano de reestruturação tem como objetivo cortar 40% das equipes, o que representa a extinção de cerca de 1,6 mil cargos. A ofensiva foca especialmente na eliminação de funcionários fantasmas para otimizar os recursos do estado do Rio. Os cortes devem gerar uma economia de R$ 10 milhões aos cofres públicos. Além das demissões, o governo recriou a ...

PF rebate teses americanas sobre inserir PCC e CV como terroristas

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Autoridades dos EUA manifestaram ao presidente do Banco Central a intenção de classificar facções como organizações de terrorismo. A Polícia Federal (PF) enviou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública um posicionamento após os Estados Unidos avisarem ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que pretendem classificar as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas. O conteúdo do documento foi revelado neste sábado (18) pela coluna de Mirelle Pinheiro, do site Metrópoles. No ofício, a corporação argumenta que, à luz da legislação brasileira, as facções não podem ser enquadradas como terroristas. Segundo a avaliação, embora não exista uma definição única no cenário internacional, há consenso de que o terrorismo envolve violência motivada por razões políticas, ideológicas, religiosas ou discriminatórias, com o objetivo de gerar terror generalizado ou pressionar governos. A PF, diante disso, contrapõe a intenção americana com seu entendime...

EUA reiteram que classificarão CV e PCC como terroristas

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Em reunião com o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, autoridades dos Estados Unidos reiteraram que o governo Donald Trump classificará o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, apesar da resistência da gestão Lula (PT).O Departamento de Estado dos EUA afirmou que a mudança de classificação facilitará a asfixia financeira dessas facções, que movimentam quantias orbitantes por meio da lavagem de dinheiro. A ideia é criar obstáculos para que essas organizações tenham dificuldade em usar o sistema bancário global. A barreira seria feita por meio do congelamento imediato de ativos no território norte-americano e da proibição de que entidades e indivíduos sob jurisdição do país de ofereçam suporte material às facções. O governo Lula, por sua vez, considera que o novo posicionamento de Washington ameaçará a segurança nacional, abrindo caminho para uma eventual intervenção externa ou sanção indireta ao Brasil. O Ministério...

Nos tornamos uma sociedade do medo?

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  Vai-se consolidando a ideia de que temos por aqui um tipo de poder imensamente personalista e imune a qualquer suspeita. "Não podemos deixar de nos furtar a cassar eleitoralmente aqueles que  abusaram, atacando instituições", diz o ministro Toffoli em seu  discurso, no STF, contra o relatório do senador Alessandro Vieira. A  frase funciona como uma síntese do transe político brasileiro, dos  últimos anos. O roteiro é conhecido: denunciar condutas dos ministros equivale a um  ataque ao Tribunal, como "instituição". E logo, uma agressão à  própria democracia. O ministro também afirma que "sabe" por que o  senador fez aquele relatório: uma "aventura para obter votos". E daí  a ponte para o crime eleitoral. O desfecho semanal do caso todos  conhecem. O senador passou ele mesmo à condição de investigado. E a  partir daí seu futuro político é incerto. Observem que há um padrão, nisso tudo. O ministro Toffoli foi o mesmo  que abriu ...

O primeiro delator

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Tão estonteante é a sequência de escândalos no Brasil que alguns deles  conseguem trafegar por baixo dos radares da atenção pública. É o caso da  Farra do INSS, que surrupiou mais de R$ 6,3 bilhões de aposentados,  pensionistas e brasileiros vulneráveis. Na semana passada, enquanto o  Brasil queria saber de detalhes picantes do "Vale-Suicinha", que  Daniel Vorcaro ofereceu a alguns VIPs que foram prestigiar sua festa  londrina em homenagem a Alexandre de Moraes, uma informação fundamental  veio a público sem maior impacto no noticiário. O empresário Maurício Camisotti concluiu acordo de delação em que se  compromete a apontar, com provas, os demais implicados no esquema que  enriqueceu malandros e oportunistas com acesso aos cofres da  Previdência. A delação de Camisotti importa em si, por ser a primeira do  caso, e também pela indução que exerce sobre um outro ator fundamental,  até agora hesitante: o lobista Antônio Carlos Ca...

A judicialização do debate eleitoral

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Decisão de Moraes de autorizar inquérito contra Flávio Bolsonaro por  suposta calúnia contra Lula serve de alerta para o perigo da intromissão  do Judiciário no debate público. A pedido do governo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)  Alexandre de Moraes mandou instaurar um inquérito para apurar um suposto  crime de calúnia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à  Presidência da República, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva  (PT). Às vésperas da campanha oficial, a temerária decisão de Moraes  serve de alerta para o perigo da intromissão do Judiciário no debate  público. Não há democracia no mundo que resista à tutela dos eleitores  por juízes que se veem como curadores do discurso político. Aos fatos. No início de janeiro, Flávio fez uma postagem no X associando  a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro a futuros reveses para  Lula. No texto, o senador fluminense afirmava que o petista seria q...

LULA CRITICA O IMPOSTO QUE ELE MESMO CRIOU E VIRA ALVO DE PIADA

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que a implementação da chamada “taxa das blusinhas” trouxe consequências negativas para o governo e reconheceu que a iniciativa não foi necessária. A medida, que passou a cobrar imposto sobre compras internacionais de até 50 dólares, gerou ampla reação entre consumidores e acabou se tornando um fator de desgaste político para a administração federal. A nova regra alterou um hábito consolidado de milhões de brasileiros que recorriam a plataformas estrangeiras para adquirir produtos de menor valor, especialmente roupas, acessórios e itens eletrônicos. Com a incidência do imposto, o preço final das encomendas aumentou, surpreendendo consumidores que estavam acostumados à isenção. O impacto foi imediato no volume de reclamações e na percepção de que a decisão afetou diretamente o orçamento doméstico. A repercussão ganhou força nas redes sociais, onde o apelido “taxa das blusinhas” se espalhou rapidamente e passou a representar a insatisfação p...