A política atravessou o samba: quando a festa vira propaganda oficial
O Carnaval é uma das maiores expressões culturais do Brasil. É arte, identidade popular, alegria e também uma gigantesca engrenagem econômica que gera empregos, movimenta o turismo e sustenta milhares de famílias. Por isso mesmo, deve ser respeitado como patrimônio cultural e preservado como espaço de criatividade e liberdade. O problema começa quando essa festa, que deveria ser do povo, passa a ser usada como instrumento político, especialmente quando há dinheiro público envolvido. A homenagem feita pela escola de samba Acadêmicos de Niterói ao presidente Lula poderia ser tratada apenas como uma escolha artística, se fosse espontânea, legítima e financiada por recursos privados, como ocorre em tantas manifestações culturais. Mas deixa de ser apenas cultura quando se descobre que existe participação direta de estruturas do governo, envolvimento da primeira-dama e financiamento público por meio da Embratur. A partir desse ...