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Soberania de vitrine: o robô do 7 de Setembro, o pneu gasto e a fronteira que o Exército não consegue fechar.

No dia em que o governo encenou "soberania nacional" na Esplanada, o símbolo mais compartilhado não foi um blindado, um caça ou um míssil. Foi um humanoide fardado, em cima de uma Marruá, batendo continência para o palanque dos Três Poderes. O “protótipo do IME” que o mercado chinês já vende. O Exército apresentou o equipamento como protótipo do Instituto Militar de Engenharia (IME), ligado a pesquisas de inteligência artificial, automação e atuação em ambiente de risco. Havia outro robô no bloco motorizado, este sim operacional: um sistema antibombas do 2º Batalhão Ferroviário, operado à distância. O humanoide era o número de palco. Nas imagens oficiais, a máquina usa farda camuflada, patch da bandeira, mãos articuladas brancas e um capacete-viseira com anel luminoso. É o mesmo recorte visual dos humanoides comerciais chineses — em especial a linha Unitree G1, vendida no AliExpress e em lojas oficiais da fabricante a partir de cerca de US$ 13,5 mil no site da empresa e na ca...

O STF é só a ponta do iceberg

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  Moraes é hoje o capítulo mais visível da história de um país institucionalmente falido. Não estamos diante de uma crise do STF, nem de um esforço solitário de Alexandre de Moraes para evitar ser investigado. Há um conjunto de Poderes e interesses trabalhando para que as investigações sobre ele não avancem. Depois de André Mendonça tornar públicas informações que alcançam Moraes, a PGR, chefiada por Paulo Gonet, pediu a nulidade do relatório da Polícia Federal que amparava as investigações e, inclusive, citava o próprio Gonet. Moraes, ao retaliar Mendonça, pedindo que o colega fosse investigado, abriu caminho para a anulação não apenas das investigações que o alcançam, mas também das que alcançam Lulinha, filho do presidente, conhecidamente próximo de Moraes. Para arrematar, Alcolumbre, presidente do Senado, segundo a imprensa, articula um bizarro e inacreditável impeachment contra Mendonça. E não surpreende: Lula, Alcolumbre e Moraes já foram encontrados em um jantar secreto na c...

Aliado de Lula sugere acionar órgão para debater estado de sítio.

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                Lula e Marco Aurélio de Carvalho. Coordenador da campanha à reeleição também é advogado de Lulinha. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador jurídico da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu nesta terça-feira (8) a convocação do Conselho da República. O órgão pode decidir sobre colocar o país em estado de sítio. A iniciativa ocorre após o ministro André Mendonça afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. O Conselho da República funciona como um órgão de consulta da Presidência. O grupo é formado pelo chefe do Executivo, pelo vice-presidente, por parlamentares, pelo ministro da Justiça e por seis cidadãos, debatendo pautas sobre a estabilidade das instituições democráticas. — O Brasil está mergulhando em uma crise institucional sem precedentes na história do país. Poderes e órgãos da República estão avocando prerrogativas constitucionais que não lhes foram atribuídas — afirm...

A guerra no STF não pode servir para enterrar o caso Moraes.

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Por Felipe Vieira A crise do Supremo Tribunal Federal está ficando cada vez maior. E  talvez seja exatamente esse o problema. Quanto mais personagens entram em cena, quanto mais acusações aparecem e  quanto mais frentes de investigação são abertas, mais distante fica a  pergunta que deu origem a tudo: o que Alexandre de Moraes tem a explicar sobre Daniel Vorcaro?  Essa pergunta não pode desaparecer. As revelações envolvendo o banqueiro do Banco Master colocaram sobre a  mesa mensagens, registros digitais e uma relação comercial milionária  entre o banco e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do  ministro. Eram fatos que exigiam esclarecimentos. A partir daí, porém, aconteceu algo impressionante. Em vez de a crise caminhar na direção de respostas sobre Moraes, ela  explodiu para todos os lados. André Mendonça passou de condutor de investigações a investigado em  potencial. Surgiram acusações de interferência na Polícia Federal,...

Advogados do caso Tagliaferro acionam a Interpol

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Os advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira pediram à Comissão de Controle dos Arquivos da Interpol o bloqueio provisório de dados e alertas que possam ser utilizados para localizar, prender ou apoiar a extradição do perito Eduardo Tagliaferro. Os requerimentos também solicitam acesso aos registros relacionados ao perito, além da preservação de documentos e da correção ou exclusão de informações caso sejam identificadas irregularidades. Segundo os pedidos, a iniciativa se baseia em divergências entre documentos apresentados às autoridades italianas para fundamentar a prisão e a extradição de Tagliaferro e os registros oficiais da Petição 12.936, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Pedido busca suspender uso das informações. Atualmente, Tagliaferro vive na Itália e é réu no STF por suposta violação de sigilo funcional. Os advogados afirmam que o bloqueio provisório pretende suspender a visibilidade, a circulação e o uso das informações enquanto os documentos utilizados na...

A encruzilhada brasileira

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Por Fernando Schüler  "Inércia do Congresso e a passividade da PGR são apenas sinais de que  nosso sistema de freios e contrapesos foi danificado. Restam-nos, no  fundo, as eleições". A estratégia do ministro Alexandre de Moraes é a mesma de sempre:  em vez de explicar alguma coisa, ataca o denunciante. Quando saíram os  primeiros diálogos com Vorcaro na mídia, em março, ele ensaiou uma  nota sugerindo que aquelas mensagens do dono do Master eram para outras  pessoas. Nesta semana, reveladas 52 mensagens entre Vorcaro e uma conta  com o seu nome, o ministro não divulgou nota nenhuma. Fez algo mais  "ousado", como escutei de um animado comentarista: acionou o  inquérito sobre fake news contra o relator do processo, André  Mendonça, com base em um relatório anônimo da "inteligência" da  Polícia Federal. Inútil perguntar como o relatório foi parar nas mãos do ministro. Ou,  ainda, quem pediu para que a atuação do ministro fos...

O que nos faz a cabeça.

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Por Renato Sant'Ana O caso é interessante. Dá o que pensar. E convém pensar. Mas, antes de  fazer a anatomia dos fatos, é preciso ponderar alguns aspectos. A política, no sentido estrito da "busca do poder", só funciona com, ao  menos, alguma dose de falácia. Gostaríamos que fosse diferente. Mas quem  for honesto e falar tudo o que pensa não se elegerá. Frise-se bem, nem  todos os que estão na política são canalhas. Mas não são raros os que só  fazem política à base de dissimulação, ou seja, só com falácia. Segundo Caldas Aulete, "falácia" vem do latim "fallacia", com o sentido  de "trapaça" e tem estas acepções: (1) raciocínio ou afirmação falsa ou  errônea com aparência de verdadeira; (2) qualidade de falaz, falsidade;  e (3) raciocínio logicamente plausível, mas enganoso. Juliana Brizola, candidata ao governo do Rio Grande do Sul, tem dito em  sua campanha que fez aliança com vários partidos, prova, segundo ela, de  que está habilitad...