Soberania de vitrine: o robô do 7 de Setembro, o pneu gasto e a fronteira que o Exército não consegue fechar.
No dia em que o governo encenou "soberania nacional" na Esplanada, o símbolo mais compartilhado não foi um blindado, um caça ou um míssil. Foi um humanoide fardado, em cima de uma Marruá, batendo continência para o palanque dos Três Poderes. O “protótipo do IME” que o mercado chinês já vende. O Exército apresentou o equipamento como protótipo do Instituto Militar de Engenharia (IME), ligado a pesquisas de inteligência artificial, automação e atuação em ambiente de risco. Havia outro robô no bloco motorizado, este sim operacional: um sistema antibombas do 2º Batalhão Ferroviário, operado à distância. O humanoide era o número de palco. Nas imagens oficiais, a máquina usa farda camuflada, patch da bandeira, mãos articuladas brancas e um capacete-viseira com anel luminoso. É o mesmo recorte visual dos humanoides comerciais chineses — em especial a linha Unitree G1, vendida no AliExpress e em lojas oficiais da fabricante a partir de cerca de US$ 13,5 mil no site da empresa e na ca...