A caçada oportunista na véspera do voto.
A uma semana da eleição, o governo proibiu as bets. As mesmas casas de apostas que ele regulamentou, taxou e transformou em fonte de receita. O movimento é simples de descrever e difícil de engolir, sem ironia. Em 2023, a atividade ganhou regras, licenças e tributação. O governo cobrou outorgas milionárias para deixar as casas operarem. E o dinheiro começou a entrar no caixa. Em 2025, segundo a Receita Federal, a arrecadação com apostas esportivas chegou a R$ 9 bilhões. Em 2026, só no primeiro semestre, outros R$ 7,3 bilhões entraram nos cofres. Dinheiro que foi contabilizado e usado para fechar contas. Enquanto o caixa engordava, o tigrinho, o ratinho e o dragãozinho se instalavam no celular de milhões de brasileiros. O jogo deixou de ser periferia e virou hábito doméstico. O salário sumia, a dívida crescia, o vício se espalhava. Ninguém travou o fluxo. Ninguém questionou o modelo. O governo cobrava imposto e fingia q...