Pré-candidata de esquerda a presidente defende fim da PM

 

Samara Martins, do Unidade Popular Foto: Reprodução/YouTube Opera Mundi

Samara Martins, pré-candidata da sigla Unidade Popular, declarou que é favorável à desmilitarização das polícias.

A cirurgiã-dentista Samara Martins, pré-candidata da sigla de esquerda Unidade Popular (UP) à Presidência da República no pleito deste ano, é defensora, ao lado de seu partido, de uma das pautas mais polêmicas discutidas atualmente quando o assunto é segurança pública: a desmilitarização das polícias, o que na prática representaria o fim da Polícia Militar.

– A gente faz nos protestos, fala, né? Eu quero o fim da Polícia Militar. Muita gente fala assim: “Ai, que absurdo, vocês são os radicais, né?” (…). Mas é isso, é no sentido de desmilitarizar para que esses sejam tratados como trabalhadores, que é o que eles são, e que o povo não seja tratado como um inimigo – disse Samara, em entrevista ao site Opera Mundi.

Na mesma ocasião, Samara afirmou ainda que a bandeira de sua legenda em relação às polícias consiste na defesa de que os agentes possam ter suas vozes ouvidas, o que, segundo ela, não seria possível com a atual configuração militar das corporações.

– A gente defende nesse sentido de que eles possam inclusive opinar, porque eu não acredito que um militar queira fazer uma operação daquela que fez no Rio de Janeiro, de subir para guerrear contra o seu povo, matar mais de 130 pessoas e depois ficar bem da cabeça com isso, né? Ficar bem mentalmente com isso – declarou.

Nas eleições presidenciais de 2022, quando Samara foi candidata a vice-presidente na chapa do Unidade Popular que era liderada por Leonardo Pericles, a sigla incluiu em seu programa de governo um ponto que tratava expressamente do “fim da Polícia Militar”.

– Reorganização da Política Nacional de Segurança Pública com participação popular e desmilitarização das polícias estaduais: combater a lógica racista de inimigo interno e resgatar o lema “proteger e servir”, trazendo a população para perto da organização. Aumentar a eficiência do aparato de inteligência para o combate do crime organizado – dizia a descrição do ponto.

Pleno News  

O maior colaborador para o fim da Polícia Militar, pelo menos no Estado do Rio de Janeiro, são os gestores. Como militar a PMERJ segue regulamentações pertinentes ao Exército Brasileiro, mas, hoje não são cumpridas. Nas unidades operacionais se vê praças (subtenentes e sargentos) exercendo funções que, em conformidade com o RISG do EB, são de oficiais (oficial de dia e supervisão de oficiais). Numa viatura com 4 ou 5 componentes, não se sabe quem é o comandante, pois não raras vezes, todos são sargentos. O QDE, Quadro Demonstrativo de Efetivo, foi jogado no lixo. Não há meritocracia nas promoções, soldados já foram até primeiro sargento sem concurso ou haver cursado os cursos que habilita chegar a esta graduação (CFC, CFS e CAS). Portanto, a PMERJ já trilha pelo caminho da desmilitarização. (Nota do Blog)

Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) enfrenta um desequilíbrio estrutural crônico conhecido como "pirâmide invertida", onde há mais sargentos do que soldados. Relatórios indicaram, em diferentes momentos, que o número de sargentos supera o total de soldados, gerando excesso de chefes para poucos comandados e elevando os custos com pessoal. 

Esse fenômeno de "mais caciques do que índios" afeta diretamente a atuação nas ruas, conforme análise de especialistas da área de segurança pública.  (Extra)


Comentários

  1. O maior colaborador para o fim da Polícia Militar, pelo menos no Estado do Rio de Janeiro, são os gestores. Como militar a PMERJ segue regulamentações pertinentes ao Exército Brasileiro, mas, hoje não são cumpridas. Nas unidades operacionais se vê praças (subtenentes e sargentos) exercendo funções que, em conformidade com o RISG do EB, são de oficiais (oficial de dia e supervisão de oficiais). Numa viatura com 4 ou 5 componentes, não se sabe quem é o comandante, pois não raras vezes, todos são sargentos. O QDE, Quadro Demonstrativo de Efetivo, foi jogado no lixo. Não há meritocracia nas promoções, soldados já foram até primeiro sargento sem concurso ou haver cursado os cursos que habilita chegar a esta graduação (CFC, CFS e CAS). Portanto, a PMERJ já trilha pelo caminho da desmilitarização.

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