O mundo sob as regras do PT
Em artigo na revista The Economist, o chanceler de facto do governo Lula, Celso Amorim, lamenta a erosão das normas internacionais e pergunta, em tom dramático: como viver em um mundo sem regras? Mas quais regras? As de ideólogos petistas como ele são peculiares. Conforme Luiz Inácio Lula da Silva, a democracia é "relativa" e tudo é uma questão de "narrativas": princípios cedem lugar à conveniência ideológica, e o Direito Internacional é maleável como retórica de palanque. Segundo esses parâmetros, ditaduras que não sejam do "Sul Global" são sempre detestáveis, e as únicas violações intoleráveis são as dos países "ricos". Nessa mitologia geopolítica, o verdadeiro problema não é a ausência de normas, mas a presença incômoda de princípios universais que limitam o arbítrio dos comissários que estão "do lado certo da História". A queda do ditador Nicolás Maduro ofereceu a Amorim um pretexto para defender o que realmente importa: não os dire...