Hipocrisia pouca é bobagem!


Erika Hilton é eleita *Mulher do Ano de 2025* pela Marie Claire — porque representatividade virou critério absoluto de excelência, independentemente de qualquer outro detalhe irrelevante como resultado, mérito ou impacto real.


Alexandre de Moraes quase leva o Jabuti Acadêmico com uma obra sobre “populismo digital extremista”. Nada mais simbólico do que alguém definir o que é extremismo depois de decidir sozinho o que pode ou não ser dito na internet.


Fernando Haddad recebe prêmio de destaque na economia. Afinal, nada traduz melhor sucesso econômico do que inflação persistente, déficit crescente e criatividade fiscal elevada ao nível de arte contemporânea.


E Lula da Silva, coroando essa temporada de premiações, recebe o título de Doutor Honoris Causa em Moçambique. Porque se há algo que une universidades estrangeiras e líderes brasileiros é a capacidade de ignorar completamente a realidade local.


É o Brasil da premiação cruzada: eles se aplaudem, eles se condecoram, eles se validam. E o povo? Bom, o povo segue assistindo — sem direito a voto no júri.


O Brasil vive seu auge institucional. Nunca fomos tão premiados.


Texto extraído da internet

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