AS GRAVES DENÚNCIAS DE TORTURA FEITAS PELO JORNALISTA MARCOS VANUCCI À SUB COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA NA CÂMARA FEDERAL EM BRASÍLIA.
Considerado testemunha chave da farsa do 8/01, o repórter Marcos Vanucci foi reconvocado pela Sub Comissão de Segurança Pública presidida pelo Dep. Cel Meira para prestar novo depoimento na última quarta-feira, 10. Ele contou em detalhes toda tortura, humilhação e violações sofridas pelos presos políticos do 8/01.
Vanucci fez sérias críticas contra a imprensa chamando-a de "omissa" e que está alinhada com um "judiciário criminoso". Ele contou em detalhes tudo o que sofreram desde a prisão no QG até todo o período que ficaram presos na Papuda. "Nos colocaram nús e de quatro em frente a policiais penais mulheres. Irônicos, os agentes ordenaram que não ficássemos excitados na frente delas", disse.
Ele denunciou ainda a falta de atendimento médico, as ofensas, a péssima alimentação, entre outros fatos gravíssimos. "Que Alexandre de Moraes ofereça aquela comida para a mãe dele" , afirmou. Ele denunciou ainda os agentes que tinham comportamento mais agressivo e que foram obrigados a tomar injeções. Um deles me disse quando me neguei a tomar uma injeção: "Com toda maldade que tenho em mim, eu tomo seu sangue no copo", relatou.
Vanucci citou a omissão de Hugo Motta e Alcolumbre que se acovardam para pautar a Anistia porque, segundo ele, estão envolvidos em corrupção e nas mãos do STF. O ponto forte do depoimento do jornalista foi quando se referiu a morte de seus pais enquanto esteve preso. "Eu nunca vou saber se eu fui o causador disso tudo", disse ele muito emocionado. As denúncias chocaram o público e os parlamentares presentes que foram as lágrimas.
O jornalista é o único preso político sendo ouvido presencialmente em várias comissões representando as vítimas do 8/01. O depoimento foi transmitido ao vivo pela TV Câmara e viralizou na rede com mais de 1 milhão de visualizações. Ao final , Vanucci reafirmou seu compromisso de continuar denunciando as ilegalidades cometidas pelo judiciário. "Meu compromisso é representar todas as vítimas desse escárnio jurídico. Eu não vou me calar", disse Vanucci.

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