O enredado, no samba-enredo

Foi complicado assistir pela TV ao desfile da Escola de Samba qu homenageou Lula na Sapucaí. Qual era, mesmo, o canal da Globo? Minha mulher - graças a Deus! - também não fazia a menor ideia. Há tantos anos não sintonizávamos essa emissora que precisei sair atrás, de canal em canal. Quando pensei ter encontrado, percebi, instantes depois, que estava na tal Globo News. Continuei buscando no sentido decrescente até topar com a RBSTV em rede com a Globo na transmissão.

Não vou analisar a letra do samba-enredo homenageando o enredado presidente. Aliás, samba-enredo de homenagem a Lula é piada pronta. Foi como ouvir discursos de petistas numa sessão da Câmara dos Deputados. Muito barulho de prato e pouca comida.

A sete meses da eleição, com um ilícito eleitoral em cada verso e em cada alegoria para o mundo assistir ao vivo, a inusitada homenagem concede ao TSE tempo para julgar o assunto quando for mais oportuno. E aí se instala uma situação cada vez mais comum em nossos tribunais superiores: oportuno para quem? Infelizmente, todos sabemos a resposta.

Na corte onde missões dadas são cumpridas e onde os manés perderam, questões de natureza política ou com reflexos políticos têm sido decididas conforme as cortes considerem melhor para si mesmas. E isso pode representar, no caso do showmício da Sapucaí, desde uma tênue multa até uma prolongada inelegibilidade.

Num Estado de Direito, a lei se impõe igualmente a todos. Quando a Justiça faz política, é seu querer que se impõe a todos.

Não se trata apenas de uma disputa entre direita e esquerda.

O que está em jogo é algo muito maior: os valores, a direção e o futuro do nosso país.

Se as pessoas de bem não compreenderem a gravidade do momento e deixarem a indiferença de lado, corremos o risco de entregar de vez nossa nação a para esses esquerdopatas.

PercivalPuggina

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