Ditador irmão de Fidel Castro é acusado criminalmente nos EUA

Raúl deve responder por quatro acusações de homicídio, duas relacionadas à destruição de aeronaves e uma de conspiração.

O governo dos Estados Unidos formalizou nesta quarta-feira (20) acusações criminais contra Raúl Castro, ex-ditador de Cuba e irmão de Fidel Castro. Segundo registros judiciais obtidos pela agência Reuters, o líder cubano de 94 anos responde por quatro acusações de homicídio, dois crimes relacionados à destruição de aeronaves e um de conspiração para matar cidadãos americanos.

Além de Raúl, outras cinco pessoas aparecem como rés em um pedido apresentado pelas autoridades americanas para tornar pública a denúncia. O presidente Donald Trump afirmou, em comunicado divulgado no mesmo dia, que os EUA “não tolerarão um estado pária que abrigue operações militares, de inteligência e terroristas estrangeiras hostis a apenas 145 quilômetros do território americano”.

Embora os detalhes da acusação ainda não tenham sido divulgados integralmente, a expectativa é de que o processo esteja relacionado à derrubada de dois aviões civis em fevereiro de 1996. Na ocasião, Raúl Castro ocupava o cargo de ministro da Defesa de Cuba, enquanto Fidel Castro comandava o país.

As aeronaves pertenciam ao grupo Brothers to the Rescue (Irmãos ao Resgate, em português), organização formada por cubanos anticastristas exilados nos Estados Unidos. O ataque deixou quatro mortos, entre eles três cidadãos americanos.

Nos últimos meses, o governo americano tem ampliado medidas de pressão econômica contra Havana, incluindo um embargo petrolífero que agravou a crise energética enfrentada pelo país. Em 1° de maio, Trump assinou uma ordem executiva endurecendo sanções financeiras e comerciais que já vigoravam há décadas.

Raúl Castro foi um dos principais nomes da Revolução Cubana. Ao lado de Fidel Castro e Che Guevara, participou da guerrilha em Sierra Maestra que derrubou o ditador Fulgencio Batista em 1959, dando início ao regime socialista na ilha. Ainda jovem, ficou conhecido por sua atuação rígida dentro do movimento revolucionário, incluindo ordens de execução atribuídas a ele contra agentes do antigo governo.

Em 2006, ele assumiu o poder após o afastamento de Fidel por motivos de saúde e se tornou oficialmente líder do país em 2008. Raúl deixou oficialmente o poder em 2021, aos 89 anos, transferindo o comando do país para Miguel Díaz-Canel, atual líder do regime cubano.


Pleno News

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