ESCÂNDALO MILIONÁRIO EXPLODE NO GRUPO DE OTONI DE PAULA E ATINGE HERANÇA POLÍTICA DE EDUARDO PAES NO RIO
Mesmo após ter deixado a Prefeitura do Rio em março para disputar o Governo do Estado com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o nome de Eduardo Paes continua no centro de uma grave crise envolvendo contratos milionários e suspeitas de irregularidades dentro de sua antiga gestão.
O escândalo envolve a Secretaria Especial de Cidadania, pasta ligada politicamente ao deputado federal Otoni de Paula e comandada por seu filho, Otoni de Paula Filho. A secretaria assinou um contrato de R$ 6 milhões com o Instituto de Proteção das Garantias Individuais e Assistência Social (IPGIAS), ONG que já acumulava alertas da Controladoria-Geral da União (CGU) por suspeitas de superfaturamento e falhas graves na execução de projetos sociais.
Mesmo diante dos avisos da CGU sobre falta de capacidade técnica e valores acima do mercado, mais de R$ 4 milhões já teriam sido empenhados pela pasta. O projeto “Feira da Cidadania e Família nas Favelas”, que deveria levar serviços e ações culturais para comunidades carentes, virou alvo de denúncias após indícios de que diversas atividades previstas sequer aconteceram.
Nos bastidores da política fluminense, cresce a pressão para que os responsáveis expliquem como uma ONG cercada de suspeitas recebeu cifras milionárias dentro de uma gestão que se vendia como símbolo de modernidade e transparência administrativa.
Otoni de Paula, que construiu sua imagem pública atacando adversários e discursando sobre moralidade, agora enfrenta acusações de hipocrisia política. Já Eduardo Paes, que tenta chegar ao Palácio Guanabara com o apoio do PT e do presidente Lula, vê a sombra do escândalo cair sobre aliados e indicações feitas durante sua administração.



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