Pabllo Vittar critica queda de patrocínio à Parada LGBT de SP
Evento perdeu 60% de patrocínio de marcas este ano.
A "cantora" (?) Pabllo Vittar usou as redes sociais para reclamar da redução de patrocínios da Parada LGBT de São Paulo e associou o cenário ao avanço do conservadorismo. A artista afirmou que empresas deixaram de apoiar o evento mesmo lucrando com o público LGBTQIAPN+.
– A Parada LGBT de São Paulo, vulgo a maior parada LGBT do mundo, perdeu mais de 60% dos patrocínios esse ano. E todo mundo sabe que é por conta dessa onda de conservadorismo que a gente vem vivendo, que afeta muito as nossas festividades, afeta o jeito como a gente vive, afeta como as pessoas pensam e olham para a nossa comunidade – iniciou a cantora.
Pabllo também falou sobre o impacto financeiro da comunidade LGBTQIAPN+ no comércio e criticou marcas que, segundo ela, demonstram apoio apenas durante campanhas publicitárias.
– Ano passado a Parada movimentou bastante dinheiro, mas sabe por quê? Porque a população LGBT também gasta, pega carro de aplicativo, usa cartão de crédito, usa banco, consome, vai a restaurante, lota hotel – pontuou.
A artista ainda questionou a ausência de patrocinadores na edição deste ano da manifestação.
– Então é muito fácil, no Mês do Orgulho, colocar bandeira colorida no ícone, trocar a foto de perfil para algo colorido, colocar a logo da sua marca com as cores da bandeira, sendo que esse apoio não é um apoio verídico, não é um apoio verdadeiro para a nossa comunidade. Cadê as marcas esse ano que já estiveram por aí com bandeira colorida nos ícones e esse ano não estão presentes com a gente? – declarou.
Em outro trecho, Pabllo afirmou que a redução do apoio empresarial representa um “silenciamento” da comunidade LGBT.
– Esse silenciamento diz muito sobre quem está do nosso lado e quem realmente só quer fazer dinheiro. (…) É uma festa muito importante que não é só uma festa: é sobre a nossa vivência, é sobre quem a gente é, sobre os nossos direitos. A gente não pode retroceder, a gente tem que andar adiante – defendeu.
A fala da artista acontece após a organização da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo informar que perdeu cerca de 60% das receitas destinadas ao evento entre 2025 e 2026. Segundo a associação responsável pela manifestação, a redução afetará a estrutura da edição de 30 anos da Parada, marcada para o dia 7 de junho, na Avenida Paulista.
De acordo com o presidente da entidade, Nelson Matias Pereira, o número de trios elétricos deve cair. Em 2025, o evento contou com 19 veículos. Neste ano, a previsão é de 13 ou 14 trios.
Pereira afirmou ainda que parte da redução nos investimentos ocorreu porque empresas passaram a direcionar verbas para políticas ESG, voltadas a ações sociais, ambientais e de governança.
Claro, sem patrocínio, principalmente público, ficam sem a principal fonte de renda. Pois, não tem talento pra se custear com sua "arte".

Claro, sem patrocínio, principalmente público, ficam sem a principal fonte de renda. Pois, não tem talento pra se custear com sua "arte".
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