'Copa do Mundo de Matemática': alunos do Colégio Pedro II fazem vaquinha para representar o país no Japão.
Equipe do campus Humaitá busca arrecadar R$ 35 mil até 25 de junho para disputar a competição em Tóquio.
Alunos do Colégio Pedro II, unidade Humaitá II, na Zona Sul do Rio, classificados para a World Mathematics Invitational (WMI), e membros da equipe da escola.
Alunos do Colégio Pedro II, unidade Humaitá II, na Zona Sul do Rio, classificados para a World Mathematics Invitational (WMI), e membros da equipe da escola Divulgação/Colégio Pedro II
Alunos do campus Humaitá do Colégio Pedro II, na Zona Sul do Rio, se classificaram para o World Mathematics Invitational (WMI), a Copa do Mundo de Matemática, em Tóquio, no Japão. A competição ocorrerá entre os dias 10 e 14 de julho, mas, para os estudantes brilharem, eles ainda precisam correr contra o tempo para arrecadar R$ 35 mil e custear a viagem. Outras duas equipes de diferentes unidades do colégio também irão para o evento.
No caso dos alunos do Humaitá, a meta é conseguir arrecadar R$ 35 mil até o dia 25 de junho. A equipe resolveu fazer uma campanha nas redes sociais, para conseguir doações. As contribuições podem ser feitas via Pix, por meio da chave 6146540@vakinha.com.br. Os alunos conquistaram a classificação após receberem medalha de prata, na Olimpíada Internacional de Matemática Sem Fronteiras (OIMSF), realizada no ano passado. O resultado garantiu ao grupo o convite para participar da WMI, competição que é considerada uma das principais vitrines internacionais de jovens talentos da matemática.
A equipe é formada por alunos que acumulam experiências em diferentes competições e projetos acadêmicos. Entre eles estão medalhistas da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), da Canguru de Matemática e da própria OIMSF, além de integrantes do programa Meninas Olímpicas do IMPA. Também estão na turma autores de artigos produzidos no projeto Math en Jeans e monitores de matemática do Colégio Pedro II e do programa Partiu IF.
Caio Augusto Novaes, de 17 anos, é um dos integrantes do grupo. Aluno da instituição desde o 6º ano do ensino fundamental, ele conta que o interesse pelas olimpíadas de matemática surgiu durante a pandemia.
— A matemática sempre foi minha matéria favorita, mas foi em 2020 que descobri minha paixão pelas olimpíadas científicas. Desde então, conquistei medalhas em competições como a OBMEP, entre outras — revela Caio.
De acordo com ele, WMI é uma experiência que vai além do aspecto acadêmico.
— A WMI reúne estudantes de mais de 30 países. Além da importância para o nosso futuro acadêmico, a oportunidade de viajar para outro país e conhecer outras culturas mostra como os estudos podem abrir portas — compartilha.
A estudante Isabella Victoria, também de 17 anos, destaca a oportunidade de intercâmbio cultural proporcionada pela competição. E lembra que a equipe de matemática surgiu justamente para participar de disputas internacionais.
— Somos um grupo formado por estudantes que têm grande interesse pela matemática e que participam de olimpíadas, projetos e atividades relacionadas à área. Estamos sempre buscando aprender mais, desenvolver nosso raciocínio lógico e aprimorar nossos conhecimentos — conta.
Também estão no grupo Clara Fiorito, Vinicius Brasil, Davi Martins e Pollyanna Windus.
A equipe do campus São Cristóvão do Pedro II que também foi selecionada para a olimpíada de matemática WMI — Foto: Divulgação/Colégio Pedro II
A equipe do campus São Cristóvão do Pedro II que também foi selecionada para a olimpíada de matemática WMI — Foto: Divulgação/Colégio Pedro II
Tradição nas competições
Criada pela Chinese Mathematics Association, de Taiwan, a WMI reúne anualmente mais de 30 mil estudantes de aproximadamente 38 países. A competição é composta por provas individuais, aplicadas em inglês, que avaliam conhecimentos matemáticos e a capacidade de raciocínio lógico.
De acordo com a direção, o Colégio Pedro II tem tradição de incentivo à participação dos estudantes em olimpíadas do conhecimento. Diego Viug, chefe do departamento de matemática da escola, afirma que a experiência internacional contribui para a formação dos alunos e reforça o papel da educação pública na produção de talentos.
— Além dos resultados obtidos, experiências como essa promovem o intercâmbio cultural, ampliam horizontes e colocam nossos jovens em contato com estudantes de diferentes países que compartilham o mesmo interesse pela ciência e pela matemática. Essa vivência contribui para a formação de cidadãos mais preparados para enfrentar os desafios de um mundo cada vez mais conectado e baseado no conhecimento — afirma.
Apoio financeiro
Equipe de matemática do campus Realengo — Foto: Divulgação Colégio Pedro II
Além da equipe da unidade Humaitá, alunos dos campus São Cristóvão e Realengo também conseguiram classificação para a competição. Por isso, o Colégio Pedro II tem buscado junto ao Ministério da Educação financiamento para os estudantes.
A equipe do campus Realengo conseguiu receber R$ 60 mil após ter um projeto aprovado em edital do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), voltado ao apoio de equipes da rede federal que participam de fases internacionais de olimpíadas científicas.
A equipe do campus São Cristóvão também iniciou um financiamento coletivo pelo site Vakinha, e até agora arrecadou R$ 29 mil dos R$ 60 mil da meta.
Milhões gastos na distração do brasileiro com a Copa do Mundo de futebol, mas se tratando de patrocinar estudantes numa Copa de Conhecimentos, Nada!




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