O pagamento de "8 paus"

A Operação Faroeste da Polícia Federal ficou nacionalmente conhecida por revelar as entranhas do Judiciário da Bahia. Um terremoto do litoral ao sertão que afastou dezenas de desembargadores, juízes e servidores. O caso Banco Master/Credcesta tem o potencial de ser uma nova Faroeste e atingir o mesmo TJ. No epicentro da trama, o sobrenome Kruschewsky. Agora surge a explosiva revelação dos tentáculos do Master com o Procurador-Geral da Bahia. Já notório, o irmão do procurador da Bahia trocou mensagens com Daniel Vorcaro, o chama de "mano" e fala sobre o pagamento de "8 paus" - o que a PF desconfia de R$ 8 milhões. O irmão do Procurador-Geral é sócio de André Kruschewsky, este é primo e ex-sócio do procurador Eugênio Kruschewsky. Eugênio lidera o 4º escritório que mais faturou do Master: R$ 54 milhões. O 2º colocado está preso. Há um cheiro de Faroeste no ar.

Prevaricação?

A situação se complica dentro do Ibama para o chefe fiscal Roberto Cabral, que fez operação na Feira da Torre com oito agentes no domingo (31). Ele foi denunciado na ouvidoria do órgão pela truculência da equipe, que revistou até pertences pessoais dos lojistas. Roberto é pré-candidato a deputado federal pelo REDE (perdeu em 2022) e feirantes querem saber se ele está usando a estrutura do Ibama para pré-campanha.

Leandro Mazzini


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