Por favor, olhe para mim!
Reem Alsalem, relatora especial da ONU.
"Diante de uma sobrevivente do 7 de outubro, a retórica dos direitos humanos encontra o limite da falência institucional"
Genebra, início da semana. O microfone da 62ª sessão do Conselho de Direitos Humanos é aberto para Ilana Gritzewsky. A jovem nascida no México encara Reem Alsalem, relatora especial da ONU sobre violência contra mulheres e meninas, no conflito deflagrado em Gaza após o massacre perpetrado pela facção terrorista Hamas contra civis israelenses em 7 de outubro de 2023. "Relatora especial", começa Ilana, "seu relatório trata de violência contra a mulher. Por que não há menção ao Hamas? "
A relatora se remexe na cadeira, desconfortável. Apoia o queixo nas mãos, entrelaça os dedos crispados. Ilana prossegue. "Em 7 de outubro, terroristas invadiram nosso kibutz matando, sequestrando e queimando. Eles me tocaram e abusaram sexualmente de mim. Eu fui espancada e mutilada antes de apagar. Eu acordo seminua com sete terroristas sobre mim. Sem saber o que aconteceu comigo naqueles momentos perdidos. Passei por dias de dor e horror em cativeiro. E mesmo agora a sensação de ser impotente e violada ainda perdura."
O rosto da relatora da ONU parece de pedra, mas pequenos trejeitos nervosos indicam que as palavras de Ilana lhe chegam como um açoite.
"Voltei com o quadril quebrado, uma mandíbula quebrada e uma alma com cicatrizes. As pessoas veem meu rosto e pensam que sou livre. Mas liberdade não é um interruptor. Trauma não desaparece depois que você é liberado. Agora, todas as sirenes de ataque aéreo e todos os mísseis do Irã me lançam de volta àquele inferno."
A voz de Ilana se torna trêmula. Ela começa a ofegar diante de Reem Alsalem, a burocrata que, em novembro de 2025, fez uma postagem no X afirmando não haver nenhuma investigação "independente" que provasse o cometimento de estupros pelo Hamas.
"Em 7 de outubro e durante o cativeiro", atestou Ilana, "mulheres judias foram abusadas, estupradas e humilhadas. E você, relatora especial... Você escolhe silêncio e negação! "
Alsalem inclina a cabeça, em um movimento que parece indicar embaraço e impaciência.
Ilana Gritzewsky a confronta. "Senhora Alsalem, você diz que não havia evidências de violência sexual em 7 de outubro. Eu estou aqui hoje não como um relatório. Não como uma estatística. Eu sou uma mulher que sobreviveu. Eu sou a prova viva da violência sexual do Hamas. Quando eu, outra mulher de Israel, implorei para não ser estuprada, por que você estava em silêncio?"
A marmórea Reem Alsalem desvia o olhar. A jovem a desafia. - Por favor, olhe para mim! Você acredita em nós agora? Você vai pedir desculpas?
Termina assim o depoimento de Ilana: boca aberta, expressão catatônica, olhos arregalados de estupefação e dor.
Fundada há 81 anos, a Organização das Nações Unidas se tornou uma farsa, rastejando da irrelevância para a falência moral.


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