Desembargador fala de contratos fantasmas
O desembargador Ricardo Couto, que ocupa o cargo de governo interino do Rio de Janeiro, concedeu uma longa entrevista para a Revista Veja, onde deu mais detalhes de sua gestão e criticou a forma como a gestão de Douglas Ruas na ALERJ presta conta de seus gastos, que segundo ele, não há a transparência devida.
A fala de Couto se deu ao ser perguntado do que achava de uma comissão criada por Douglas Ruas na ALERJ para “fiscalizar” gastos do judiciário. A comissão chegou a ser apelidada de “comissão da vinganca”, já que foi criada após Couto exonerar milhares de indicados pelos deputados que eram nomeados no governo do estado.
“Essa comissão afronta a autonomia e independência entre os Poderes, preceitos constitucionais. Não cabe ao Legislativo estabelecer os gastos do Judiciário. É interessante que, em nenhum momento, a assembleia tratou do superfaturamento dos contratos celebrados pelas secretarias ocupadas por deputados. Eles preferem questionar os salários de magistrados e servidores. A propósito: todos esses dados se encontram no Portal da Transparência do Tribunal de Justiça. É a Alerj que não cumpre a lei e não publica suas despesas de modo adequado”, disse o governador.
Entre os contratos suspeitos que ele diz ter encontrado no governo do estado, está um de R$ 50 milhões para prestação de serviço educacional, onde na lista de alunos tinham ate pessoas mortas.
Ruas foi secretário das Cidades no governo de Castro. Sob sua gestão, empresas ligadas a familiares do presidente estadual do PL, Altineu Cortês, acumularam contratos milionários.
Texto extraído da internet.


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