Flávio e Michelle, bandeira branca afinal

 

Por professor Bellei

Nada mais pertinente, neste instante de trégua precária, do que resgatar a marcha-rancho Bandeira Branca, de 1970, obra da dupla Max Nunes e Laércio Alves: 

“Bandeira branca, amor, não posso mais. / Pela saudade que me invade eu peço paz.” 

Flávio e Michelle, ambos, hastearam a dita bandeira, mas não foi por saudade. Aliás, nada mais distante do que isso. Flávio, no entanto, ergueu a bandeira porque é, no fundo, magnânimo; Michelle… bem, cumpre indagar: por que somente agora, depois de montar o espetáculo da discórdia, de lançar mulheres contra Flávio, de produzir o vídeo lágrima-de-crocodilo, digno de um Oscar, na categoria vitimismo; de dar like em quem hostilizava o enteado? Por que só agora? Porque as amigas Celina e Damares já não contam, quiçá, com a fidelidade dos votos bolsonaristas? Porque Donald Trump, no comando de uma virada que se anuncia no cone sul, já declarou apoio explícito a Flávio? Para não perder, de vez, o último vagão da história e assistir à evaporação completa de uma popularidade já minguante? 

Não precisa responder, dona Michelle. O momento reclama união, ou, ao menos, a pantomima dela. Que seja bem-vinda, pois, a bandeira branca, ainda que cinzenta e tão apócrifa quanto nota de três reais. Foi jogada hábil de quem precisa “sair por cima”. Flávio nada perde com o gesto; Michelle, talvez, nada ganhe. De qualquer modo, poderemos enfim desviar o olhar para outros fogos, que não sejam os fogos amigos. Bem-vinda a trégua.

Vamos em frente.

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