O estupro de uma bebê e a necessidade de punições aos criminosos
Brincar de Poliana fazendo o jogo do contente diante de um crime tão grave é uma ofensa.
Por Renato Vargens
Há pouco, soube de uma notícia que me deixou estarrecido! Na última segunda (13), uma bebê, de apenas 10 meses, morreu após ser vítima de estupro. Ela foi levada a uma unidade de saúde pela mãe, que inicialmente pensou que a criança estivesse engasgada, mas os médicos identificaram sinais de violência sexual.
Dois homens — um de 22 e outro de 26 anos — foram presos em flagrante e responderão por estupro de vulnerável seguido de morte. Um deles tinha uma relação casual com a mãe da bebê; o outro era primo dele.
Caro leitor, faltam-me palavras diante de tamanho descalabro. Sinceramente, casos como esse precisam ser punidos pelo Estado de forma severa. Eu defendo que o Estado deveria punir crimes hediondos como o sofrido por essa bebê com a prisão perpétua ou mesmo com a pena capital.
Aliás, o sexto mandamento “Não matarás”, é um dos mandamentos mais curtos da lei, e talvez seja por isso que a grande maioria das pessoas tenha uma compreensão tão superficial sobre o seu conteúdo.
Vale a pena ressaltar que para a Teologia reformada, a pena de morte para crimes como homicídio intencional é absolutamente justificável, visto que ela honra a imagem de Deus no ser humano, protege a sociedade e reconhece que o Estado é servo de Deus (Rm 13:4).
Veja bem, a pena de morte não se trata de crueldade ou vingança, ou mesmo ódio no coração, mas de amor à justiça e à santidade da vida.
Como outrora afirmou o reformador João Calvino, em seu comentário sobre Gênesis 9:6: Deus requer punição para quem viola a vida humana, para que a crueldade não se espalhe.
Agora, um dos problemas do nosso país é a impunidade. E vamos combinar uma coisa? Brincar de Poliana fazendo o jogo do contente diante de um crime tão grave é uma ofensa à santidade da vida.
Mas se você é daqueles que defende criminosos que estupram e matam bebês, responda com sinceridade: e se fosse a sua filha, ou a sua neta ou sobrinha?
Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 40 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR.





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