General ligado a repressões violentas na Venezuela assume função no Brasil.

Luis Gerardo Reyes Rivero está na lista do Tesouro americano desde novembro de 2024 por envolvimento na repressão a protestos na Venezuela.

O governo brasileiro autorizou a atuação do general venezuelano Luis Gerardo Reyes Rivero como adido militar da Embaixada da Venezuela em Brasília. O oficial é alvo de sanções dos Estados Unidos por acusações de participação na repressão de manifestações contra o regime de Nicolás Maduro.

Segundo o Departamento do Tesouro norte-americano, Reyes Rivero está entre os militares acusados de apoiar ações repressivas contra manifestantes que contestaram os resultados das eleições presidenciais venezuelanas de julho de 2024. As sanções foram anunciadas em novembro daquele ano, em meio a denúncias de detenções arbitrárias e violações de direitos humanos.

A presença de um general venezuelano no Brasil reacendeu o debate sobre a influência do regime de Nicolás Maduro na América do Sul e os reflexos dessa aproximação para a política externa brasileira. O episódio levanta questionamentos sobre os objetivos da visita, a cooperação entre os dois países e os possíveis impactos para a segurança regional e para as relações diplomáticas do Brasil.

A autorização brasileira passou pela análise do Ministério da Defesa, comandado por José Múcio Monteiro. Em resposta à Câmara dos Deputados, o chanceler Mauro Vieira informou que a pasta não identificou impedimentos à nomeação, cabendo ao Itamaraty comunicar a aprovação à representação diplomática venezuelana.

O caso provocou questionamentos por envolver um militar sancionado pelo governo americano. O Brasil, entretanto, não reconhece automaticamente sanções unilaterais impostas por outros países, seguindo sua posição diplomática de cumprir sanções obrigatórias aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU.

Fontes: UOL, Metrópoles e VEJA.

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