Lulinha e a República dos Amigos
Mais um capítulo da crônica sobre a influência dos herdeiros do poder foi escrito com uma operação da Polícia Federal contra o Grupo Fictor. A empresa, que se vendia como um titã do agronegócio e da energia, é hoje o epicentro de uma investigação sobre fraudes bancárias que teriam drenado mais de R$500 milhões dos cofres públicos, atingindo especialmente a Caixa Econômica Federal. Mais que isso, segundo a polícia, a empresa trabalhava para o Comando Vermelho. Com uma recuperação judicial que arrasta dívidas de R$ 4 bilhões, a Fictor não é apenas um caso de má gestão - é o tal grupo de investimentos que iria comprar o Banco Master quando Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez, em novembro. Coincidentemente, a operação da Polícia Federal trouxe à tona o nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Apontado como um "consultor", ele teria sido o elo que, em 2024, permitiu que o grupo orbitasse as esferas mais altas de Brasília, transformando o ...