Nixon, o grande injustiçado.
"Sem o sigilo de fonte, garantido pela Constituição, saberíamos muito pouco sobre casos de corrupção no Brasil recente" Por Fernando Schüler "Há um objetivo: o acesso à informação, e não à desinformação", diz o ministro Flávio Dino, em uma sessão do STF, referindo-se à liberdade de imprensa. A partir daí ganharia sentido o sigilo de fonte. Teoria "funcional", segue o ministro. Significa o seguinte: o jornalista só cumpre sua função se informar corretamente. Dizer a verdade, não ficar inventando, distorcendo, tirando fatos de contexto e coisas do tipo. É como o médico: livre para curar, não para matar o doente. Com respeito ao ministro, a analogia não é boa. Fatos e opiniões, no debate público, frequentemente vêm misturados. A verdade é mais opaca do que gostaríamos que fosse, e se produz precisamente do choque de ideias e informações, na arena pública. No confronto entre o erro e o acerto, por desconfortável que isto seja...